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Febre

Sobre a febre do luto, essa que envolve o mundo, fera que sufoca as vidas, que faz nossas entranhas doerem por não parir amor suficiente nessa lida
Essa febre maldita, espasmos sufocantes, deixando a vida seca quando nos tira os amores em um instante.
Como cantar o presente, se o passado levou o futuro de tantos?
Como encontrar força no fogo, ter um abrigo, guarita, se nada há seguro, nesse breu noturno longe de desaparecer
Sobre as carícias que não existirão, sobre as cadeiras vazias que jamais serão preenchidas em outras estações, essa dor que nada cobre, em sua nudez infinita, não há carinho na alma que fique, sobre os ais nessas dores mortais, consolo visita-nos.
Katiana Santiago


Fiz um Poeminha pequenino
Pra te abraçar com carinho, no cheiro do ventinho, a tatuar a tua pele, a eriçar o teu pelinho
De amor matutino
Te enchendo de beijinhos
Ensinando a feliz idade a improvisar

Desacreditando da morte, fazendo cortejo pela vida, anulando as despedidas, cultivando as alegrias em seus jardins florais

Katiana Santiago

n

Oração matinal

Acento Agudo

No acento agudo gráfico, enxergo belezas indefinidas
Não é só um traço, indica a sílaba tônica, a mais forte nessa vida…

Gradioso é o pássaro, com seu acento agudo que vive a polinizar
Delicadezas, fantasias com nobreza, envolvendo destreza, no silêncio o ato a conjugar…

Nele escuto o gorjear, religando o que restou, no giro pertencido
nó e cinza, refiz de amor
Camafeu pode ser pedra um dia esculpida
Mas tão bruta ainda, como uma romaria na flor, e o pássaro de versos, acentos e traços agudos, revira nosso mundo, recitando as paixões

Que o teu bico carregue pólen aos infernos astrais, acento agudo e também o circunflexo para os amores mais profundos existirem além dos carnavais.

Katiana Santiago

Colo

Te quero como um bem precioso, vem fazer pouso na minha inquietação, quem dera ser meu para eu poder te ninar, mas chamego eu ouso, só tenho as palavras para te dar.
Colibri aquece aqui, delicadamente, faz poesia na gente, com cheiros poentes confunde minha flor acarinhar
Se eu pudesse te dá colinho, assim como recebi os teus.
Nos detalhes dos teus versos, tentei fazer os meus
Imaginando o abraço de licor amassado esperando a primavera, mas é no mormaço do verão que mora meu amor.
Quem dera ser ninho a abrigar o passarinho, ser um dia a asa que te cobres e no outro o ovo que tu proteges, sou o que você quiser, com toda minha afeição…
Ah Brincar feliz, porque um dia dormirei e não despertarei, e as lembranças do pássaro bonito diante das estações que amei, essas eu levarei

Katiana Santiago


Até parece que tenho malícia
Ela é uma realização da língua atrevida, aprisionada pela solidão
Agradeço ao vento que me socorre,carrega os versos tristes e trazem outros para nosso contentamento
Teu beijo não esquecido,sonhado é improvisado, é nele que me aqueço, em afagos protegidos de um ósculo indefinido, verbo, teu beijo a conjugar
Katiana Santiago